Eu: _Quero ser alguém, tenho vontade de construir, derrubar as paredes, fazer acontecer, e aproveitar.
O meu Eu-Lírico: _Quero ser intelectual-pseudo-inteligente.
Diego por fora: _Desejo praticar esportes por longo tempo, comer muito, e fazer sexo.
O Eu-lírico do Diego por fora: _Não sou tão novo quanto era antes, nem velho quanto posso chegar, mas malhar pode causar ataque cardíaco.
O Diego consumidor: Compre tudo o que quiser, é só passar o cartão.
O Eu-lírico do diego consumidor: _Idiota, pare de comprar algo de R$ 20,00 em 10x, pare de tomar 2L de sorvete por semana.
A minha curiosidade e ambição dizem juntas:_Compraremos um pedaço da lua.
A honestidade dele diz: _ O dia que tu tiveres o dinheiro, serei desonesto.
O Diego consciente diz: _Fumar relaxa, é bom depois do entrelaçamento de corpos mutuamente, isso sem esquecer que a cada cigarro, cinco minutos a menos de vida.
A vida do Sr. Martinez diz: _Estou precisando de uma aventura, viaje mais.
O lado feliz da vida do Sr. Martinez diz: _Você está ótimo assim, Diego. A cada dia você está sabendo mais quem é você e o que veio fazer aqui. Tem muita camuflagem no que diz, mas muita transparência no que pensa.
O tímpano do diego diz: _Cara, animemos, esse silêncio contínuo não está sendo harmonioso.
O dedo indicador esquerdo dele rebate: _Pois que fique assim, nao fará diferença nenhuma para mim.
(Essa última conversa teve o seu ápice quando os dois se agrediram)
A imaturidade do Diego intervém: _Você tem que melhorar com algumas pessoas, às vezes ser você nao é tão necessário.
E a sua maturidade contradiz: _ Você é sociável, já basta. Ser falso não adianta.
A virtude bacana dele diz: O Diego é adorado por todos, menos por mim.
Eu digo: Por que, virtude?
Ela responde: Por que você nunca me usou. Sempre quis ser lembrada por você.
Eu a repliquei, com uma voz nervosa: _Que preguiça de tu. (Ela chorou).
Depois das várias facetas de Diego discutirem, ele agora está parado, mudo, mas falando, surdo, mas escutando, paraplégico, mas andando. O que ocorre é que ele parou diante do mundo, não opina mais, está surdo para as notícias e sem caminhar. Isso apenas por aqueles que não se esforçam jamais.
Diego Martinez




