Qual a relação da flor que está na floricultura com o amor quando é entregue a alguém para reconciliação?
Se pelo menos tivesse sido plantada e o tempo que ela demorou para se desenvolver fosse dado a outra pessoa, rosas mais belas teríamos, não aquelas quase artificiais.
A vida pode ser levada como o tempo em que essa rosa cresce, mas jamais ser contemplada com um final. Essa idéia parece óbvia demais para um lugar que não conhecemos as regras.
Tudo é relevante quando há perdão. Tão enigmática quanto essa palavra é o que há por trás dela, significa absolver o outro de alguma culpa. Essa denominação geral porque cada um apresenta uma visão acerca do perdão. Preocupando em se perdoar já é um caminho.
Não deixar se levar e envolver pode ser uma boa saída, invejai aqueles que moram debaixo de seus cabelos sem nenhum compromisso ou meta.
Nada se reconstrói facilmente. Um edifício desaba e todos esperam sua reconstrução. É complicado a imediata realização desse desejo porque cicatrizes ficam para sempre. O mesmo ocorre conosco, porém cada vez mais egoístas esperamos que a relação volte ao normal apenas por nossas visões e atos. Cometemos os mesmos erros seguidas vezes. Devemos aprender a respeitar as cicatrizes e deixá-las desaparecem com o tempo. Em relação ao prédio, se isso não for seguido, sua reconstrução demorará ainda mais. Então, adiantar-se com o outro no momento de aflição é dizer adeus para quem amamos.
Escrevendo este texto, ocorreu-me um fato que citarei: a tinta da caneta acabou. Iria minha pessoa entrar em profunda depressão e não escreveria absolutamente nada devido ao seu esperado fim? Apenas procurei outra e retomei de onde parei. Então, surge o conceito de que devemos nos confortar com tudo aquilo que tem um final previsto. Afirmo que muitos indivíduos tentariam, até sua última esperança, conseguir algo mais da caneta, um rabisco, uma letra. E fazem isso aos seus sentimentos, podendo até rasgar o papel, o que seria uma marca obscura até o fim da vida.
A pergunta que ficará sem resposta: e se eu não encontrasse outra caneta?
Diego L. Martinez
