sábado, 14 de agosto de 2010

E se...por que não?

O que um ser humano pode ser quando sua vida não é viver?
Qual a relação da flor que está na floricultura com o amor quando é entregue a alguém para reconciliação?
Se pelo menos tivesse sido plantada e o tempo que ela demorou para se desenvolver fosse dado a outra pessoa, rosas mais belas teríamos, não aquelas quase artificiais.
A vida pode ser levada como o tempo em que essa rosa cresce, mas jamais ser contemplada com um final. Essa idéia parece óbvia demais para um lugar que não conhecemos as regras.
Tudo é relevante quando há perdão. Tão enigmática quanto essa palavra é o que há por trás dela, significa absolver o outro de alguma culpa. Essa denominação geral porque cada um apresenta uma visão acerca do perdão. Preocupando em se perdoar já é um caminho.
Não deixar se levar e envolver pode ser uma boa saída, invejai aqueles que moram debaixo de seus cabelos sem nenhum compromisso ou meta.
Nada se reconstrói facilmente. Um edifício desaba e todos esperam sua reconstrução. É complicado a imediata realização desse desejo porque cicatrizes ficam para sempre. O mesmo ocorre conosco, porém cada vez mais egoístas esperamos que a relação volte ao normal apenas por nossas visões e atos. Cometemos os mesmos erros seguidas vezes. Devemos aprender a respeitar as cicatrizes e deixá-las desaparecem com o tempo. Em relação ao prédio, se isso não for seguido, sua reconstrução demorará ainda mais. Então, adiantar-se com o outro no momento de aflição é dizer adeus para quem amamos.
Escrevendo este texto, ocorreu-me um fato que citarei: a tinta da caneta acabou. Iria minha pessoa entrar em profunda depressão e não escreveria absolutamente nada devido ao seu esperado fim? Apenas procurei outra e retomei de onde parei. Então, surge o conceito de que devemos nos confortar com tudo aquilo que tem um final previsto. Afirmo que muitos indivíduos tentariam, até sua última esperança, conseguir algo mais da caneta, um rabisco, uma letra. E fazem isso aos seus sentimentos, podendo até rasgar o papel, o que seria uma marca obscura até o fim da vida.
A pergunta que ficará sem resposta: e se eu não encontrasse outra caneta?


Diego L. Martinez

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Talvez vida


O que é sentir algo por nada?
É possível integrar-se com o todo sendo que nem você se localiza e quando o realiza com sucesso se vê em um abismo?
É uma fase, mas que suspeito não ser mais porque não passa.
Pode ser um pseudo-nada que faço com que meu inconsciente chame a atenção do consciente. Essa etapa que não acaba pode se chamar infinito e eu posso ter vivido 19 anos dela. A certeza é que quando terminar continuará com o mesmo nome.

Diego L Martinez

domingo, 30 de agosto de 2009

Para sempre presente.

A morte é uma passagem, todos nós estamos aqui apenas por uma questão de tempo. A sua hora chegou, mas não foi um pouco cedo demais?

Isso occorre de repente, eu sei, mas nada como acordar e ter a certeza de que todos estão aqui. E estão bem a partir de agora, porque o que você nos deixou são lições, marcas que devem ser acompanhadas pela sua trajetória, sorrisos que nos marcaram com brincadeiras inesquecíveis.

Você foi a primeira pessoa que se preocupou comigo, nunca esquecerei e sempre serei grato a todos os conselhos daquela noite chuvosa aqui em casa.

Vi você caminhando, de branco e feliz em um jardim imenso, fiquei muito contente e tenho certeza de que um dia encontrarei novamente a sua áurea em algum lugar.

sábado, 1 de agosto de 2009

Minha felicidade, sua tristeza.

Estranho ser alguém tão especial assim e acompanhar várias etapas.
Preocupar com Deus já não é o bastante quando você preenche o vazio que nunca transborda amor.
Ser eu é mais do que nascer e morrer, você sabe disso.
O deletar foi por sua causa. Você provocou essa baixa porcentagem hormonal que o meu corpo sente ao lembrar daquele momento. Soou bom, mas foi ruim da mesma forma quando ninguém te liga no dia do seu aniversário, ao menos: desprezo.
Muito peculiar sua felicidade: consiste em repassar sua tristeza quando você nao está de acordo com o momento da sua vida. Porém, agora tenho certeza de que você não está contente.

Diego Martinez

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Duas facetas.

O livro está aberto, minha vida é como ele. Você leu-o do início ao fim, não acreditou no final e quis mudá-lo. Respeitei. Mas essas histórias não admitem mudanças, já estão escritas. Você nem sequer estava lá e se espantou.
Impossível uma pessoa deixar marcas em dois dias.
Possível ser influenciável.
Tenho medo das influências e percebi que as suas são perigosas. Amigos só trazem bons ensinamentos, os seus parecem dizer que a vida não é um risco e que não se deve aventurar.
Não sei se estou certo, mas e o volume que senti quando beijamos?
É possível sentir atração por alguém e logo depois nada?
O volume é a sua mente, ela estava aberta e se fechou em poucas horas.
Sem personalidade, tudo pela internet. Frieza incalculável.
O contato se perdeu, não concordo que quem fez algo de errado fui eu.
É igual a um garoto que corta o dedo e as fofocas dizem que sua mão foi amputada. Literalmente uma tempestade em um copo d'água.
Você faz isto: primeiro o céu, posteriormente o inferno. Adorei o ambiente escuro, melhor do que a luz fraca, sem brilho, sem verdade. Ainda bem que só foi possível eu conhecer um pouco do seu céu.
Jogo da verdade, mentira.

Diego Martinez

Caos.



A vida é difícil. Pessoas inocentes vão, os culpados ficam. Imortais são as almas que nos acalmam. o olhar das fotografias não ajuda, aumenta a dor.
Sempre permitindo acontecer.
Não fazemos nada, apenas nos destruindo. Somos invasores, não deveríamos estar aqui. Quanta beleza para um ser ambicioso e capitalista.
Continuam indo, e não vão parar. Se o próximo serei eu, não sei, mas a única maneira de impedir é não viver. Isso é tão complicado como não respirar, mas nem tão difícil porque pode acabar em segundos.
Saída? Esse ser que dizem ser racional não pode responder. Não é. Uma mosca é muito superior (não se espante ao perceber que é verdade).
Não podemos saber de tudo como é.
Mas é preciso agir, sim.

Diego Martinez

This love.

Você me olhou. Não foi qualquer olhar. Sua transparência foi notável que muitos perceberam e ela disse que você está a fim de mim.
Há um bloqueio. Você não pode atacar. Mas eu posso defender e não deixar a bola cair. Você merece.
Vamos nos encontrar. Continuarei frequentando os lugares.
O sorriso nas fotos que vejo é sincero, e eu sou tão falso comigo mesmo que não consigo rir ao lembrar de você por não ter feito nada ainda.
Nunca conversamos, mas não é platônico.
O concerto terminou, a última música soou como o começo de algo bom, mas estarei presente no próximo.

Diego Martinez