domingo, 30 de agosto de 2009

Para sempre presente.

A morte é uma passagem, todos nós estamos aqui apenas por uma questão de tempo. A sua hora chegou, mas não foi um pouco cedo demais?

Isso occorre de repente, eu sei, mas nada como acordar e ter a certeza de que todos estão aqui. E estão bem a partir de agora, porque o que você nos deixou são lições, marcas que devem ser acompanhadas pela sua trajetória, sorrisos que nos marcaram com brincadeiras inesquecíveis.

Você foi a primeira pessoa que se preocupou comigo, nunca esquecerei e sempre serei grato a todos os conselhos daquela noite chuvosa aqui em casa.

Vi você caminhando, de branco e feliz em um jardim imenso, fiquei muito contente e tenho certeza de que um dia encontrarei novamente a sua áurea em algum lugar.

sábado, 1 de agosto de 2009

Minha felicidade, sua tristeza.

Estranho ser alguém tão especial assim e acompanhar várias etapas.
Preocupar com Deus já não é o bastante quando você preenche o vazio que nunca transborda amor.
Ser eu é mais do que nascer e morrer, você sabe disso.
O deletar foi por sua causa. Você provocou essa baixa porcentagem hormonal que o meu corpo sente ao lembrar daquele momento. Soou bom, mas foi ruim da mesma forma quando ninguém te liga no dia do seu aniversário, ao menos: desprezo.
Muito peculiar sua felicidade: consiste em repassar sua tristeza quando você nao está de acordo com o momento da sua vida. Porém, agora tenho certeza de que você não está contente.

Diego Martinez

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Duas facetas.

O livro está aberto, minha vida é como ele. Você leu-o do início ao fim, não acreditou no final e quis mudá-lo. Respeitei. Mas essas histórias não admitem mudanças, já estão escritas. Você nem sequer estava lá e se espantou.
Impossível uma pessoa deixar marcas em dois dias.
Possível ser influenciável.
Tenho medo das influências e percebi que as suas são perigosas. Amigos só trazem bons ensinamentos, os seus parecem dizer que a vida não é um risco e que não se deve aventurar.
Não sei se estou certo, mas e o volume que senti quando beijamos?
É possível sentir atração por alguém e logo depois nada?
O volume é a sua mente, ela estava aberta e se fechou em poucas horas.
Sem personalidade, tudo pela internet. Frieza incalculável.
O contato se perdeu, não concordo que quem fez algo de errado fui eu.
É igual a um garoto que corta o dedo e as fofocas dizem que sua mão foi amputada. Literalmente uma tempestade em um copo d'água.
Você faz isto: primeiro o céu, posteriormente o inferno. Adorei o ambiente escuro, melhor do que a luz fraca, sem brilho, sem verdade. Ainda bem que só foi possível eu conhecer um pouco do seu céu.
Jogo da verdade, mentira.

Diego Martinez

Caos.



A vida é difícil. Pessoas inocentes vão, os culpados ficam. Imortais são as almas que nos acalmam. o olhar das fotografias não ajuda, aumenta a dor.
Sempre permitindo acontecer.
Não fazemos nada, apenas nos destruindo. Somos invasores, não deveríamos estar aqui. Quanta beleza para um ser ambicioso e capitalista.
Continuam indo, e não vão parar. Se o próximo serei eu, não sei, mas a única maneira de impedir é não viver. Isso é tão complicado como não respirar, mas nem tão difícil porque pode acabar em segundos.
Saída? Esse ser que dizem ser racional não pode responder. Não é. Uma mosca é muito superior (não se espante ao perceber que é verdade).
Não podemos saber de tudo como é.
Mas é preciso agir, sim.

Diego Martinez

This love.

Você me olhou. Não foi qualquer olhar. Sua transparência foi notável que muitos perceberam e ela disse que você está a fim de mim.
Há um bloqueio. Você não pode atacar. Mas eu posso defender e não deixar a bola cair. Você merece.
Vamos nos encontrar. Continuarei frequentando os lugares.
O sorriso nas fotos que vejo é sincero, e eu sou tão falso comigo mesmo que não consigo rir ao lembrar de você por não ter feito nada ainda.
Nunca conversamos, mas não é platônico.
O concerto terminou, a última música soou como o começo de algo bom, mas estarei presente no próximo.

Diego Martinez

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Inércia.

Estava no onibus quando um rapaz jogou um papel de bala pela janela. O mesmo aconteceu comigo:
fui jogado,
estou parado,
estacionado em qualquer lugar.
Nada faz sentido.
Tudo acontece.
A embalagem da guloseima ficará lá, por bastante tempo, certamente eu também, mas minha mente não, ela está solta a procura de uma telepatia com você. Nada do que vossa senhoria disser me influenciará, você sempre está por baixo e nunca admite, apesar de que a minha 'profundidade' nesse momento é maior porque aprendi a ser egoísta com a sua pessoa.
Voltarei algumas semanas depois no lugar onde o jovem jogou o papel do doce e verificarei: estará a embalagem mais deformada do que eu depois desses dias? Ao fazê-lo constatei que ela não estava lá, desapareceu.
A partir de agora quando você me vêm a mente, ocorre o mesmo, saio do radar.
A embalagem ficará assim para sempre...E eu? (Torço para que você nao saiba a reposta).


Diego Martinez

domingo, 8 de fevereiro de 2009

A partida é o início.

Não irá acabar.
O começo foi quando fui embora.
O táxi me disse que quando pagamos caro e estamos felizes nao há fortuna que nos tire o prazer de rir.
Dinheiro compra felicidade apenas se ele me levar até você.
A conexão foi feita há tempos, mas não sabíamos que se encontrava intacta até hoje.
É um discador, um telefone que chama por liberdade.
Mas a prisão em que me encontro é por conta própria, só vou abandoná-la quando me convencer que estar bem é me sentir em um ventilador em que o vento sou eu, vou me espalhando, as pessoas me respiram e sei quem sou pelo o que elas expelem sobre mim. (uma vez que expelimos tudo de ruim, será que elas iriam jogar para fora muita coisa?)
Preciso de você por perto para encontrar algumas respostas, mas você pode ser a única pessoa em que meu circulador de ar funcionará, só vc irá me respirar, se quiser.
E as perguntas que ficaram em vão iremos respondê-las nos olhares que trocaremos ao longo dessa amizade particular.

Diego Martinez